É duro ter um pensamento “revolucionário”. Quando você enxerga as coisas por uma visão diferente da comum, você é sempre alvo de hostilidades, retrucamentos, má interpretação e coisas do tipo.
Mas isso é um preço que se paga por simplesmente não se caber mais naquela visão tradicional das coisas. Achar que o cristianismo é aquele livrinho fechado de verdades e mentiras, leis e ordenanças que são imutáveis.
Somente o ser Deus pra mim é imutável, pois Ele é amor e nunca deixara de ser assim, Ele é fiel, e nunca deixará de ser assim, Ele é justo e nunca deixará de ser assim. Mas aquilo que nós compreendemos de Deus, da sua vontade, dos seus “planos”; isso sim está passível de mudança, e na verdade deve mudar.
Não quero mais trabalhar Deus nas categorias de agradar ou não a Ele. Causa-me arrepios ainda ouvir que “o crente deve ser diferente do mundo”, pois isso sempre traz uma compreensão que para agradar a Deus tenho que vestir roupa tal, usar cabelo tal e por ai segue uma lista interminável de mandamentos.
Quero um Cristo simples, porque Jesus é Simples. Quero uma igreja simples porque ela começou simples. Não agüento mais hierarquias autoritárias na Igreja.
A Alma do “revolucionário” fica cansada, amarga, chateada. É um desgaste que nos envelhece, nos entristece, e nos faz muitas vezes perde as esperanças na mudança. Sei que muita coisa vai mudar, mas será um processo lento. Em se tratando de religião, as mudanças são lentas e parciais, não são plenas. Sabemos por exemplo que muitos padres, mesmo sem poderem falar o que pensam, não concordam mais com a manutenção do celibato obrigatório dos sacerdotes, mas seu líder geral (papa) está num processo de retroceder às antigas práticas que já estavam extintas (como o caso da missa celebrada em latim!).
Isso é um problema da religião, estar preso a dogmas é algo que obscurece a dinâmica da verdade em nossas vidas. Não sou o homem mais sábio do mundo, mas desde o ínicio da minha fé eu descobrir que a Graça, a Revelação e a Verdade são dinâmicas e indissociáveis, não estão presas a formatos, pois é multiforme.
Quero viver com Deus a multiformidade de sua Graça, nem que pra isso eu saia dos formatos da religião, pois eles me apertam e me sufocam.
sexta-feira, 30 de março de 2007
quarta-feira, 28 de março de 2007
PENSAMENTOS ACERCA DE DEUS, SENDO ELE MAIOR QUE OS MEUS PENSAMENTOS!
O fato Deus operar milagres não pode significar que ele prefira alguns e despreze outros. São os milagres que sustentam este mundo, Deus opera milagres em todos os níveis da vida, apesar de ainda não ter completado sua justiça sobre a Terra. O agir de Deus sob sua criação é um milagre, é este agir de Deus é o equilíbrio que mantém todo o universo existindo. Os milagres não são injustiça de Deus, mas sim uma forma de tornar esse mundo menos inóspito e sinalizar a outra vida onde o milagre não será mais milagre, pois será o comum.
Deus não controla tudo como um relógio, assim como também não se lança em toda aleatoriedade humana causada pelo seu “livre arbítrio”. Deus não é um ditador, mas não está preso ao acaso humano.
Deus quer agir com o homem, mas seu agir independe da vontade do homem. A vontade de Deus é que o homem amadureça com os percalços da vida, mas no caminho do amadurecimento Deus intervém em favor do mesmo, pois como diz Jesus: “- Sem mim nada podeis fazer!”, nada podemos ser sem ele. Deus em sua misericórdia supre aquilo que está acima da nossa vontade.
Deus fez um mundo com várias possibilidades de vida, porém, a palavra nos ensina que o pecado desestruturou esse mundo. Sem o agir de Deus, seja das mais variadas formas possíveis, estamos simplesmente a mercê dessa desestruturação. Deus não é uma verdade que torna minha vida mais amena, mas Ele é quem me faz não cair na total desesperança quanto a minha vida e ao futuro.
O Deus verdadeiro está no equilíbrio entre o que eu digo que Ele é e o que ele não É. Entre o que ele faz e não faz.
Deus não controla tudo como um relógio, assim como também não se lança em toda aleatoriedade humana causada pelo seu “livre arbítrio”. Deus não é um ditador, mas não está preso ao acaso humano.
Deus quer agir com o homem, mas seu agir independe da vontade do homem. A vontade de Deus é que o homem amadureça com os percalços da vida, mas no caminho do amadurecimento Deus intervém em favor do mesmo, pois como diz Jesus: “- Sem mim nada podeis fazer!”, nada podemos ser sem ele. Deus em sua misericórdia supre aquilo que está acima da nossa vontade.
Deus fez um mundo com várias possibilidades de vida, porém, a palavra nos ensina que o pecado desestruturou esse mundo. Sem o agir de Deus, seja das mais variadas formas possíveis, estamos simplesmente a mercê dessa desestruturação. Deus não é uma verdade que torna minha vida mais amena, mas Ele é quem me faz não cair na total desesperança quanto a minha vida e ao futuro.
O Deus verdadeiro está no equilíbrio entre o que eu digo que Ele é e o que ele não É. Entre o que ele faz e não faz.
ONDE ESTARÁ JESUS NESSE MEIO DISSO TUDO?

Estava conversando com minha noiva acerca de uma amiga que ela foi visitar. Seus pais estão “desviados da Igreja” e ela está sendo “discipulada” por um pastor de uma igreja enquanto freqüenta outra aos domingos. Sua mãe confessou que não sabe qual “verdade” seguir, pois são muitas! Cada um chega com sua verdade, e fica difícil saber qual é a certa.
“ – CREIO EM JESUS, MAS NÃO O CONFESSO EM NENHUMA IGREJA, PREFIRO FICAR EM CASA, FAZENDO MINHAS ORAÇÕES!”
O que temos a dizer para pessoas como essa? O que há de relevante em nosso discurso para ajudar pessoas como essa a alcançar um maior entendimento? Será que ela realmente precisa de um “maior entendimento”?
O Cristianismo pegou a única Verdade e transformou em verdades, ao gosto de freguês. Recordo-me da pergunta de Pilatos: Qual é a Verdade? Jesus tinha dito a ele que aqueles que eram da verdade, permaneciam, viviam, existiam na verdade; somente esses entendiam suas palavras, sua voz familiar de Senhor e Deus das suas vidas.
A ÚNICA VERDADE É JESUS, EXISTIR EM JESUS, VIVER EM JESUS. TUDO QUE FOGE OU ALTERA ISSO É APENAS MENTIRA.
A percepção do que é verdadeiro vem de um encontro tão particular e íntimo com Deus que religião nenhuma abarca ou compreende. Não foram os versados, os conhecedores, os mestres, os “lideres de discipulados”, ou qualquer outra patota dessas que enxergou a verdade, foram apenas aqueles que tiveram um encontro com Jesus. Os que olharam em seus olhos e ouviram sua voz, esses sim tiveram uma percepção de Deus e do que é verdadeiro.
Minha grande pergunta é: Como as pessoas hoje; num mundo que possui tantos Cristos que se torna impossível calcularem, chegarão a olhar nos olhos do verdadeiro e ouvirão sua verdadeira voz no meio de tantas outras vozes?
Se eu não responder essa pergunta será inútil evangelizar, inútil pregar, inútil falar sobre Cristo, porque afinal alguém me ler agora poderá dizer que esse Jesus é apenas o que eu creio ser o verdadeiro.
Num mundo onde se fala tanto do “Jesus que eu creio”, o “Jesus que eu conheço”, como eu posso revelar o Verdadeiro Cristo de forma que as pessoas o enxerguem? De forma que elas queiram segui-lo e de forma que a Igreja não seja um lugar de morte; mas simplesmente uma comunidade daqueles que celebram e caminham na visão da Verdade?
Os que possuem “muitas verdades” não possuem nenhuma, só há uma Verdade, por mais dogmático que possa parecer, e essa verdade não é um mandamento, é uma pessoa.
Não sei como, mas o Espírito de Deus pode me orientar a revelar o Verdadeiro Jesus de forma que muitos discirnam a mentira e se convertam para a Verdade. Que os meus olhos e meu coração percebam o que é verdadeiro no meio de tanta falsificação.
Tenha miséricordia de nossa cegueira Senhor!
Jorge
“ – CREIO EM JESUS, MAS NÃO O CONFESSO EM NENHUMA IGREJA, PREFIRO FICAR EM CASA, FAZENDO MINHAS ORAÇÕES!”
O que temos a dizer para pessoas como essa? O que há de relevante em nosso discurso para ajudar pessoas como essa a alcançar um maior entendimento? Será que ela realmente precisa de um “maior entendimento”?
O Cristianismo pegou a única Verdade e transformou em verdades, ao gosto de freguês. Recordo-me da pergunta de Pilatos: Qual é a Verdade? Jesus tinha dito a ele que aqueles que eram da verdade, permaneciam, viviam, existiam na verdade; somente esses entendiam suas palavras, sua voz familiar de Senhor e Deus das suas vidas.
A ÚNICA VERDADE É JESUS, EXISTIR EM JESUS, VIVER EM JESUS. TUDO QUE FOGE OU ALTERA ISSO É APENAS MENTIRA.
A percepção do que é verdadeiro vem de um encontro tão particular e íntimo com Deus que religião nenhuma abarca ou compreende. Não foram os versados, os conhecedores, os mestres, os “lideres de discipulados”, ou qualquer outra patota dessas que enxergou a verdade, foram apenas aqueles que tiveram um encontro com Jesus. Os que olharam em seus olhos e ouviram sua voz, esses sim tiveram uma percepção de Deus e do que é verdadeiro.
Minha grande pergunta é: Como as pessoas hoje; num mundo que possui tantos Cristos que se torna impossível calcularem, chegarão a olhar nos olhos do verdadeiro e ouvirão sua verdadeira voz no meio de tantas outras vozes?
Se eu não responder essa pergunta será inútil evangelizar, inútil pregar, inútil falar sobre Cristo, porque afinal alguém me ler agora poderá dizer que esse Jesus é apenas o que eu creio ser o verdadeiro.
Num mundo onde se fala tanto do “Jesus que eu creio”, o “Jesus que eu conheço”, como eu posso revelar o Verdadeiro Cristo de forma que as pessoas o enxerguem? De forma que elas queiram segui-lo e de forma que a Igreja não seja um lugar de morte; mas simplesmente uma comunidade daqueles que celebram e caminham na visão da Verdade?
Os que possuem “muitas verdades” não possuem nenhuma, só há uma Verdade, por mais dogmático que possa parecer, e essa verdade não é um mandamento, é uma pessoa.
Não sei como, mas o Espírito de Deus pode me orientar a revelar o Verdadeiro Jesus de forma que muitos discirnam a mentira e se convertam para a Verdade. Que os meus olhos e meu coração percebam o que é verdadeiro no meio de tanta falsificação.
Tenha miséricordia de nossa cegueira Senhor!
Jorge
terça-feira, 20 de março de 2007
DUPLA PERSONALIDADE

Andei pesquisando um pouco sobre a questão da dupla personalidade, encontrei isso na net:
“O disturbio de dupla personalidade é uma fragmentação psíquica devido muitas vezes a um grande trauma, onde o eu (ego) da pessoa fica divido... há probabilidade então de não apenas duas personalidades...mas de várias... dependendo claro de cada caso... Uma personalidade não tem nenhum conhecimento da outra e o que a pessoa pode relatar é que há periodos de esquecimento, de desmaio, onde então sua outra personalidade assume o comando... Ela não pode acreditar ser duas pessoas porque a pessoa não tem nehuma consciência, disso, portanto, o maximo que ela pode perceber é que ela é um tanto estranha e que tem momentos de apagão de memória... não se lembra então de nada que suas supostas "outras" personas fizeram e nem pode então ao ser pressionada revelar... porque? porque ela não tem essas informações a nível de consciência e sim de inconsciente...ela não percebe essa dissociação entre uma e as suas várias facetas. A respeito de se dar conta da realidade... tudo o que ela vive é real...portanto não percebe como mentira ou invenção, pois ha uma fragmentação de ego que a faz crer ser duas ou mais pessoas, sem que uma persona entre em contato com a outra. E por fim... pode sim se passar uma mulher por homem... pois as múltiplas facetas necessariamente não são ligadas ao sexo, mas sim as construções que o psíqucio faz... pode inclusive ter diferentes idades...”
Realmente essa é uma breve sintese do transtorno de personalidade. Muito parecido com uma “possessão” (desculpe a comparação) a pessoa passa a agir de uma forma diferente, uma personalidade completamente oposta a sua normalidade vem à tona, trazendo assim terríveis problemas para o doente.
Pode parecer uma comparação esdrúxula a que vou fazer, mas acredito, nesse meio tempo de caminha, que certa forma de dupla ou múltiplas personalidades afetam os cristãos, isso espiritualmente falando.
Talvez esteja exagerando na comparação, e me desculpem os psicólogos e psiquiatras se em algum momento eu como leigo, misturar as informações e acabar sendo errôneo em minhas afirmativas, mas volto a dizer que estou falando num sentido absolutamente espiritual.
Falo do comportamento altamente contraditório que Paulo fala em Rm 7:19 sobre o mal que faço sem querer e o bem que quero e não faço. Falo dessa contradição de vontades, de desejos a serem satisfeitos.
Paulo fala que deseja o bem, na verdade quando pecamos, antes de percarmos (ou durante o processo se preferir) nós desejamos o errado, e não o bem. Podemos até ficar na duvida, tipo aquela postura: “– Mas isso não ta certo, mão deveria fazer isso!”; só que logo após, sedemos completamente a esse desejo errado e somos tomados pela “outra persona” que faz o que bem entende.
Comparo o processo do transtorno da dupla personalidade muito semelhante ao do pecado humano. Por exemplo:
Segundo o texto, o transtorno provém de um trauma forte que a pessoa sofre, dividindo o seu ego. O pecado foi um trauma na criação e principalmente na constituição humana. Em todos os sentidos ele acarretou uma série de traumas tanto na constituição física, psíquica e espiritual. Sendo assim, a contradição entre a consciência e os desejos inapropriados tomou forma e força. O homem passou a ser um ser divido entre o dever e o querer, entre o certo e o errado. Como disse o Diabo, seriamos conhecedores do bem e do mal, mas ele não avisou que experimentaríamos isso sempre num ambiente de contradição, era o seu papel de vilão mesmo.
Antes de a pessoa ficar “possuída” pela sua “outra persona” ela sofre uma ausência de sentidos, um desmaio, um “apagão”, um esquecimento. Ao voltar, ela retorna com outra consciência, outra personalidade, outras atitudes. O pecado parece fazer assim conosco, ele nos arrebata, ficamos com amnésia quanto à vontade de Deus, esquecemos das conseqüências funestas do pecado, esquecemos que somos filhos da luz e habitamos numa personalidade de trevas. Assim sendo, fazemos tudo o que sabemos que é errado, mas com um desejo maligno de fazer, pois o pecado é maligno. Ele destrói nossa reputação, nossa sanidade, e naquele momento, como possessos, queremos apenas realizar nossos mais indecorosos desejos.
Tudo o que a nossa “boa personalidade” plantou é destruída pelo lado mal, sendo assim, vivemos mais pelas ações e conseqüências dessa malignidade do que mesmo pela outra natureza. Essa malignidade só adormece em nós quando realizamos seu mal intento.
Após isso, vem a nossa “boa personalidade” e meio que tonta ela se pergunta: “– O que foi que eu fiz?” Sei que o doente de dupla personalidade não se lembra de nada que sua outra persona fez, mas como disse estou falando sobre espiritualidade. Nesse sentido, voltamos para nossa “boa personalidade” completamente cientes do estrago que a má fez. “Será que eu nunca vou aprender?” “Por que...?” “Por que...?”. Sabemos do que fizemos, mas não conseguimos impedir. De vez em quando podemos até ter forças, mas isso são raras exceções.
Pedimos perdão, queremos não fazer mais isso, prometemos que não faremos mais o que a “má persona” deseja, mas como que num inevitável processo, ela vem e nos possui de novo. Uma alternância que causa desespero naquele que quer fazer o bem e deseja o mal.
Esse problema da dupla personalidade espiritual não tem cura pela psicologia, é algo que só a recriação resolverá. O novo nascimento me leva a ter mais consciência desse meu problema e buscar viver na Graça de Deus, mas até ele não me curou plenamente desse mal. Somente a plena recriação, no tempo de Deus, me livrará, livrará a todos dessa grave doença espiritual.
Não quero jogar minha responsabilidade para o futuro, ou mesmo me enganar com relação às conseqüências do pecado, apenas busco crer que aos olhos de Deus estamos todos enfermiços dessa terrível doença, mas os mesmo olhos que com amor me compreende também me oferece salvação, restauração e quer me corrigir para que eu venha a ter uma só personalidade: a de Cristo.
“Tem misericórdia de nós Senhor, perdoa nossas más condutas, não nos julgas com severidade, mas com compaixão nos restaura, exorcizando de nós o mal e nos levando pelo caminho do bem, da justiça e do perdão!”
Jorge
“O disturbio de dupla personalidade é uma fragmentação psíquica devido muitas vezes a um grande trauma, onde o eu (ego) da pessoa fica divido... há probabilidade então de não apenas duas personalidades...mas de várias... dependendo claro de cada caso... Uma personalidade não tem nenhum conhecimento da outra e o que a pessoa pode relatar é que há periodos de esquecimento, de desmaio, onde então sua outra personalidade assume o comando... Ela não pode acreditar ser duas pessoas porque a pessoa não tem nehuma consciência, disso, portanto, o maximo que ela pode perceber é que ela é um tanto estranha e que tem momentos de apagão de memória... não se lembra então de nada que suas supostas "outras" personas fizeram e nem pode então ao ser pressionada revelar... porque? porque ela não tem essas informações a nível de consciência e sim de inconsciente...ela não percebe essa dissociação entre uma e as suas várias facetas. A respeito de se dar conta da realidade... tudo o que ela vive é real...portanto não percebe como mentira ou invenção, pois ha uma fragmentação de ego que a faz crer ser duas ou mais pessoas, sem que uma persona entre em contato com a outra. E por fim... pode sim se passar uma mulher por homem... pois as múltiplas facetas necessariamente não são ligadas ao sexo, mas sim as construções que o psíqucio faz... pode inclusive ter diferentes idades...”
Realmente essa é uma breve sintese do transtorno de personalidade. Muito parecido com uma “possessão” (desculpe a comparação) a pessoa passa a agir de uma forma diferente, uma personalidade completamente oposta a sua normalidade vem à tona, trazendo assim terríveis problemas para o doente.
Pode parecer uma comparação esdrúxula a que vou fazer, mas acredito, nesse meio tempo de caminha, que certa forma de dupla ou múltiplas personalidades afetam os cristãos, isso espiritualmente falando.
Talvez esteja exagerando na comparação, e me desculpem os psicólogos e psiquiatras se em algum momento eu como leigo, misturar as informações e acabar sendo errôneo em minhas afirmativas, mas volto a dizer que estou falando num sentido absolutamente espiritual.
Falo do comportamento altamente contraditório que Paulo fala em Rm 7:19 sobre o mal que faço sem querer e o bem que quero e não faço. Falo dessa contradição de vontades, de desejos a serem satisfeitos.
Paulo fala que deseja o bem, na verdade quando pecamos, antes de percarmos (ou durante o processo se preferir) nós desejamos o errado, e não o bem. Podemos até ficar na duvida, tipo aquela postura: “– Mas isso não ta certo, mão deveria fazer isso!”; só que logo após, sedemos completamente a esse desejo errado e somos tomados pela “outra persona” que faz o que bem entende.
Comparo o processo do transtorno da dupla personalidade muito semelhante ao do pecado humano. Por exemplo:
Segundo o texto, o transtorno provém de um trauma forte que a pessoa sofre, dividindo o seu ego. O pecado foi um trauma na criação e principalmente na constituição humana. Em todos os sentidos ele acarretou uma série de traumas tanto na constituição física, psíquica e espiritual. Sendo assim, a contradição entre a consciência e os desejos inapropriados tomou forma e força. O homem passou a ser um ser divido entre o dever e o querer, entre o certo e o errado. Como disse o Diabo, seriamos conhecedores do bem e do mal, mas ele não avisou que experimentaríamos isso sempre num ambiente de contradição, era o seu papel de vilão mesmo.
Antes de a pessoa ficar “possuída” pela sua “outra persona” ela sofre uma ausência de sentidos, um desmaio, um “apagão”, um esquecimento. Ao voltar, ela retorna com outra consciência, outra personalidade, outras atitudes. O pecado parece fazer assim conosco, ele nos arrebata, ficamos com amnésia quanto à vontade de Deus, esquecemos das conseqüências funestas do pecado, esquecemos que somos filhos da luz e habitamos numa personalidade de trevas. Assim sendo, fazemos tudo o que sabemos que é errado, mas com um desejo maligno de fazer, pois o pecado é maligno. Ele destrói nossa reputação, nossa sanidade, e naquele momento, como possessos, queremos apenas realizar nossos mais indecorosos desejos.
Tudo o que a nossa “boa personalidade” plantou é destruída pelo lado mal, sendo assim, vivemos mais pelas ações e conseqüências dessa malignidade do que mesmo pela outra natureza. Essa malignidade só adormece em nós quando realizamos seu mal intento.
Após isso, vem a nossa “boa personalidade” e meio que tonta ela se pergunta: “– O que foi que eu fiz?” Sei que o doente de dupla personalidade não se lembra de nada que sua outra persona fez, mas como disse estou falando sobre espiritualidade. Nesse sentido, voltamos para nossa “boa personalidade” completamente cientes do estrago que a má fez. “Será que eu nunca vou aprender?” “Por que...?” “Por que...?”. Sabemos do que fizemos, mas não conseguimos impedir. De vez em quando podemos até ter forças, mas isso são raras exceções.
Pedimos perdão, queremos não fazer mais isso, prometemos que não faremos mais o que a “má persona” deseja, mas como que num inevitável processo, ela vem e nos possui de novo. Uma alternância que causa desespero naquele que quer fazer o bem e deseja o mal.
Esse problema da dupla personalidade espiritual não tem cura pela psicologia, é algo que só a recriação resolverá. O novo nascimento me leva a ter mais consciência desse meu problema e buscar viver na Graça de Deus, mas até ele não me curou plenamente desse mal. Somente a plena recriação, no tempo de Deus, me livrará, livrará a todos dessa grave doença espiritual.
Não quero jogar minha responsabilidade para o futuro, ou mesmo me enganar com relação às conseqüências do pecado, apenas busco crer que aos olhos de Deus estamos todos enfermiços dessa terrível doença, mas os mesmo olhos que com amor me compreende também me oferece salvação, restauração e quer me corrigir para que eu venha a ter uma só personalidade: a de Cristo.
“Tem misericórdia de nós Senhor, perdoa nossas más condutas, não nos julgas com severidade, mas com compaixão nos restaura, exorcizando de nós o mal e nos levando pelo caminho do bem, da justiça e do perdão!”
Jorge
segunda-feira, 19 de março de 2007
ESPIRITUALIDADE DESENCARNADA

Um pensamento de Paulo Brabo:
"Essa nossa infantil negação da carne nos torna, entre outras coisas, companhia insuportável para todos ao nosso redor, e ainda para nós mesmos. Vivemos como se a espiritualidade (como se a verdadeira vida!) fosse terreno exclusivo do incorpóreo e do intelectual – da oração, da devocional, da meditação, do discurso, da leitura. Fora raras exceções determinadas por um emocionalismo arbitrário, não conseguimos ver nenhuma espiritualidade num abraço, numa caminhada pela praia, num jogo de cartas, numa escalada, num café, numa churrascada, numa flor, num pedaço de pão, na mão de um amigo, numa dor de dente, nas pessoas que estão com você na casa de praia... Somos constantemente ensinados sobre a importância de morrer e ressuscitar como Jesus, mas – ai de nós – não há quem nos ensine a encarnar."
Nossa herança cristã, infelizmente, não seria tanto a herança de Jesus, que vivia uma espiritualidade que não negava o corpo, os sentidos, a carne. Nossa espiritualidade hoje se parece mais com a dos opositores da mensagem cristã, que negavam o corpo como fonte de bênçãos e de vida. Toda nossa espiritualidade é realmente fantasmagórica, pessoas que apenas olham para o céu, só pensam no céu.
Isso me faz lembrar a fala dos anjos em Atos 1:11 que perguntam para os que viram a ascensão de Cristo o porque deles permanecerem com os olhos nos céus? Não há necessidade! Vivam suas vidas na terra! A promessa da volta de Jesus, da redenção do corpo e da vida eterna é tão certa quanto as promessas de Deus, então, viva a espiritualidade na terra, no corpo, na vivência, na relação, nas limitações e na Graça.
Pelo menos entendo isso nas entrelinhas dessa pergunta angelical. Mas muitos de nós não entendemos, e ai, não precisa nem citar os males da espiritualidade que só olha pra cima, apenas sabemos que está fadada a tropeçar no chão dessa desprezada existência.
"Essa nossa infantil negação da carne nos torna, entre outras coisas, companhia insuportável para todos ao nosso redor, e ainda para nós mesmos. Vivemos como se a espiritualidade (como se a verdadeira vida!) fosse terreno exclusivo do incorpóreo e do intelectual – da oração, da devocional, da meditação, do discurso, da leitura. Fora raras exceções determinadas por um emocionalismo arbitrário, não conseguimos ver nenhuma espiritualidade num abraço, numa caminhada pela praia, num jogo de cartas, numa escalada, num café, numa churrascada, numa flor, num pedaço de pão, na mão de um amigo, numa dor de dente, nas pessoas que estão com você na casa de praia... Somos constantemente ensinados sobre a importância de morrer e ressuscitar como Jesus, mas – ai de nós – não há quem nos ensine a encarnar."
Nossa herança cristã, infelizmente, não seria tanto a herança de Jesus, que vivia uma espiritualidade que não negava o corpo, os sentidos, a carne. Nossa espiritualidade hoje se parece mais com a dos opositores da mensagem cristã, que negavam o corpo como fonte de bênçãos e de vida. Toda nossa espiritualidade é realmente fantasmagórica, pessoas que apenas olham para o céu, só pensam no céu.
Isso me faz lembrar a fala dos anjos em Atos 1:11 que perguntam para os que viram a ascensão de Cristo o porque deles permanecerem com os olhos nos céus? Não há necessidade! Vivam suas vidas na terra! A promessa da volta de Jesus, da redenção do corpo e da vida eterna é tão certa quanto as promessas de Deus, então, viva a espiritualidade na terra, no corpo, na vivência, na relação, nas limitações e na Graça.
Pelo menos entendo isso nas entrelinhas dessa pergunta angelical. Mas muitos de nós não entendemos, e ai, não precisa nem citar os males da espiritualidade que só olha pra cima, apenas sabemos que está fadada a tropeçar no chão dessa desprezada existência.
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